PIEP inicia desenvolvimento de seringa com vantagens para a saúde pública

O consórcio nacional liderado pela empresa Muroplás  e que integra a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) e o Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP) da Universidade do Minho, encontra-se a desenvolver uma seringa de múltipla câmara de libertação sequencial que visa melhorar a prática clínica de administração endovenosa de medicamentos e soros.

Seringa DUO, assim se chama o novo dispositivo médico que tem potencial para revolucionar a enfermagem hospitalar e que vai permitir o carregamento e a administração endovenosa sequencial de dois fluidos diferentes – fármaco e solução para limpeza do cateter – sem que haja necessidade de troca de seringas.

Entre as vantagens para a saúde pública resultantes do uso da Seringa DUO contam-se a redução do risco de infeção através da diminuição do número de manipulações, o aumento do conforto e bem-estar dos pacientes (sujeitos a menor número de procedimentos de injeção) e a redução da possibilidade de erro humano na administração de agentes terapêuticos.

Juntam-se-lhe, ainda, benefícios económicos para as instituições de saúde (menos seringas utilizadas e menor tempo disponibilizado pelos profissionais), com a consequente minimização dos custos associados ao tratamento dos doentes, além da redução do volume de resíduos hospitalares.

O desempenho da Seringa DUO será avaliado através da realização de ensaios de usabilidade e simulação em laboratórios especializados, seguindo-se um período para validação da respetiva segurança e eficácia em ambiente hospitalar, através de estudos clínicos realizados em parceria com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

O projeto Seringa DUO é cofinanciado pelo COMPETE 2020, no âmbito do Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, na vertente de copromoção, com um incentivo do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) de cerca de 516 mil euros para um investimento elegível de 718 mil euros.